Informativo de Goura Vrindávana

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Notícias - Maio 2005

 

  1. Inauguração da Fábrica de Secagem de Banana

  2. Festa Junina em Goura-Vrindavana

  3. Festival de Nrsimhadeva

 

A Nova Fábrica!

O pioneiro Arcana-marga e Purushatraya Swami descerram a placa comemorativa.

Purushatraya Swami dá um toque mais espiritual ao evento.

Uma das mesas do almoço.

Abisheka das silas no Festival de Nrsimhadeva.

Estréia do forno comandada por Purushatraya Swami e Lokasaksi Prabhu.

Arraiá de Goura-Vrindavana.

O fogueirão pra esquentar o povo na hora da quadrilha e das brincadeiras...

 Inauguração da Fábrica de Secagem de Banana
 
Finalmente aconteceu... Uma vitória, diga-se de passagem... Todos, aqui em Goura Vrindávana, estão bastante felizes e entusiasmados. Vou aqui contar algumas passagens dessa longa caminhada, desde a idéia inicial até a festa de inauguração.

Nos idos de 1996, há nove anos, vivíamos questionando sobre como poderíamos desenvolver o projeto de Goura Vrindávana. Tínhamos muitos planos, mas sempre esbarrávamos na questão dos recursos. Nesse ano, um devoto italiano, Ananda Vrindávana Das, esteve umas duas semanas conosco. Eu comentava com ele sobre as possibilidades de se conseguir algum lakshmi para realizar nossos projetos. Sempre ouvia falar em ONGs internacionais que financiavam projetos, mas não tínhamos nenhuma idéia como poderíamos contatar alguma fonte de recursos. Passados uns dois meses, Ananda Vrindávana, que é medico naturista e homeopata, escreveu-me dizendo: "Acabei de clinicar uma senhora cujo esposo atua numa ONG que repassa recursos para projetos sociais do terceiro mundo. Fizemos amizade. Venha cá, pois posso apresentá-lo." Pois bem, lá fui eu para Itália. Voltei cheio de formulários, mas sem uma definição quanto ao projeto que poderia ser apresentado. Eles eram muito exigentes. Por fim, a idéia amadureceu e elaboramos um projeto com um apelo social bem convincente. Fizemos uma análise da economia e do quadro social de Paraty. Explicamos que a principal fonte econômica do município tinha sido, por muitos anos, a produção de banana, mas que ultimamente o
mercado estava na mão de grandes produtores. A banana de Paraty, produzida por pequenos agricultores, plantada nas montanhas e conduzida no lombo dos burros, não podia concorrer com as imensas plantações em terreno plano, usando agrotóxicos e mecanização. O pessoal local estava
desfazendo-se de suas terras para tentar a vida com algum sub-emprego na cidade. (Aliás, Goura Vrindávana foi adquirida numa situação dessas). Em nossa proposta, mostramos que a implantação de uma unidade de secagem de banana na região contribuiria para reviver essa atividade econômica, aumentando com isso a renda doméstica de muitas famílias e assim contribuiria para fixar o homem no campo e reduzir esse êxodo do campo para a cidade, que é um dos problemas sociais mais graves do país. Em outras palavras, nossa proposta foi a seguinte: "Ajude-nos e nós ajudaremos outras pessoas, promovendo o desenvolvimento social no entorno de nossa fazenda." Frisamos que isso seria um processo sustentável: Uma vez dada a ajuda inicial, a própria atividade geraria recursos para manter o desenvolvimento social.

Antes de partir outra vez para Itália com os formulários preenchidos, tivemos a idéia de visitar o prefeito de Paraty. Apresentamos nosso projeto para o então prefeito Dedé e seu secretariado. A certa altura de nossa apresentação, o prefeito disse: "Afinal, o que vocês querem de nós?" Pedimos, então, somente uma carta oficial de apoio ao nosso projeto. "Então, escrevam vocês a carta", disse o prefeito. Dias depois entregamos nossa redação da carta, que foi aceita sem a mudança de uma vírgula sequer. Essa carta foi a chave para a aprovação de nosso projeto na ONG da Itália. Isso aconteceu há oito anos atrás.

Bem, para encurtar a história, recebemos o lakshmi em três parcelas, em total confiança. Deu somente até o meio da obra, pois, no decorrer da obra, surgiram novas idéias e, no final, a obra ficou muito mais elaborada do que a proposta inicial. Cumprimos com a exigente prestação de contas, tudo certinho. A construção foi demorada pois os trabalhos da fazenda não podiam parar. Mas, por fim, conseguimos chegar ao término.

Promovemos, então, no dia vinte, essa inauguração política com o intuito de, entre outras coisas, sensibilizar o governo municipal para arrumar a estrada de acesso à fazenda. (Vamos torcer para que isso aconteça...) Convidamos várias pessoas de certa representatividade da sociedade de
Paraty. O prefeito prometeu vir, mas na última hora furou. Mandou como representante o seu secretário de Turismo. Essa secretaria é bem importante, pois o turismo é a principal atividade econômica do município. É interessante que, "por coincidência" ou arranjo da Providência, o secretário de Turismo era o tal Dedé, que foi o prefeito que assinou a carta. Isso deu um toque bem especial à sua presença na inauguração. Em seu discurso ele expressou que estava super feliz em ver que sua simples assinatura tinha contribuído para a realização de um projeto tão importante para a comunidade local. Outros oradores também elogiaram muito nosso trabalho e ressaltaram sua confiança aos devotos.

Depois da falação, foi servido delicioso almoço-prasada. Todos saíram muito felizes e admirados. Podemos garantir que essa foi uma super-pregação. Nessa hora, com toda a certeza, a notícia deve estar correndo de boca em boca pela cidade. No final de tudo, a glória recai em Srila Prabhupada e sua missão, a quem esse projeto foi dedicado.

No domingo comemoramos o Festival de Nrsimhadeva, com abisheka das duas shilas de Nrsimhadeva, muita prasada, kirtana, e uma sessão de slides com Maharaj Purushtray, mostrando as principais deidades de Nrsimhadeva da India.

No feriadão de Corpus Cristis, de 26 a 29, tivemos o festival de inauguração da fábrica para os devotos e amigos, seguido de um animadíssimo "arraiá", com muita prasada típica, brincadeiras, fogueirão, violeiros de Krishna, quadrilha e tudo que tinha direito.